A missão central do GEF, passa por fazer cumprir a visão do Sindicato para a educação e formação dos seus Jogadores. Muitos deles têm já uma vontade de completar, continuar, retomar ou avançar com os seus estudos. A esses o Sindicato tem de ser capaz de auxiliar na escolha do caminho mais adequado a cada um, segundo as suas necessidades, habilitações atuais, interesse e possibilidades quer no esforço monetário, quer na disponibilidade temporal e na localização do trabalho ou residência.

No entanto, sabemos que, dos muitos futebolistas que não se encontram a estudar, cerca de 38% não manifestam vontade de o voltar a fazer, não estando tão alerta para a necessidade de aprofundar os seus recursos, vivendo o dia-a-dia de uma carreira de futebolista, em que apenas uma minoria consegue ter rendimentos suficientes para garantir um pós-carreira seguro para si e para a sua família. Estes são os Jogadores que, no pós-carreira, ficam mais vulneráveis a situações de desemprego, insolvência financeira e que, pela mudança nas rotinas e estilo de vida que esta transição implica, caem muitas vezes em situações de depressão, ansiedade ou outros problemas de saúde mental.

Sabendo as características de uma carreira desportiva que é curta, raramente ultrapassando os quarenta anos de idade, com a agravante de poder ter um final precoce, seja por final de contrato ou lesão, o GEF tem por missão consciencializar estes Jogadores para a importância de uma carreira dual, onde possam, a par da sua carreira desportiva, desenvolver as suas competências académicas e começar desde cedo a construir uma alternativa profissional.

Por último, importa salientar a importância que poderá ter o GEF na promoção de contextos de reflexão que levem a um debate positivo entre os diversos agentes desportivos, ligando a visão do Jogador à investigação e ao estudo da realidade em Portugal, e, em ligação aos parceiros FIFPro, no Mundo.